Importancia do perdão no casamento

(palavra ministrada no segundo encontro de casais em nossa Igreja Batista Independente Peniel em Terra Rica - Pr. Luiz Fernando)


O perdão também é essencial para quem quer ofertar a Deus. Nós não podemos comprar a Deus. O fato de sermos dizimistas também não garante tolerância para com os nossos erros. Grandes ofertas não impressionam a Deus, se o nosso coração não demonstra grandes atitudes! Não adianta nada, se não tivermos o coração cheio de perdão. Vejamos o que diz Jesus sobre isto: “Portanto, se trouxeres a tua oferta ao altar, e aí te lembrares de que teu irmão tem alguma coisa contra ti, deixa ali diante do altar a tua oferta, e vai reconciliar-te primeiro com teu irmão e, depois, vem a apresenta a tua oferta” (Mateus 5.23,24).
Então, se você quer realmente viver uma vida de oferta, de amor, de sacrifício que agrada a Deus, tem que viver uma vida de perdão. Esta é uma questão de bom senso. Se você guardar mágoa no seu coração, você vai acabar prisioneiro daquela pessoa contra quem você está nutrindo aquela mágoa. Eu gostei muito de uma ilustração que eu ouvi minha esposa dar. Ela falou assim: “É interessante um ditado popular que diz que não perdoar alguém é como tomar um copo de veneno e torcer para que a outra pessoa morra”. Quando você não perdoa, é como se você fosse aquela pessoa que toma o veneno; quando você não perdoa, a pessoa mais prejudicada, acima de tudo, é você mesmo.
Quando você não perdoa, é como se você estivesse vivendo numa clausura, você passa a viver numa prisão feita pela sua própria falta de perdão, porque essa pessoa que você não está perdoando vai controlar a sua mente e suas emoções 24 horas por dia. Você chega cansado em casa, mas quando você vai se deitar para descansar, ela vai se deitar junto com você, e vai perturbar o seu sono. Quando você se senta para comer, aquela pessoa vai sentar junto com você, e você vai perder seu apetite. Você viaja de férias, e ela vai pegar carona com você e estragar suas férias, porque você fica o tempo todo pensando, magoado e machucado. Quem está sendo vitimado é você, doente pela sua falta de perdão. A única maneira de você se ver livre dessa prisão é perdoar, soltar qualquer amarra que lhe prende a determinada pessoa ou circunstância.




















Perdoar para crescer, crescer para perdoar
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EM algum momento da sua vida certamente você já se deparou com o sentimento de traição. Em geral, um momento onde os sentimentos ficam à flor da pele trazendo uma diversidade de pensamentos e até mesmo atitudes. Nestas ocasiões algumas pessoas ficam deprimidas, outras são tomadas pelo ódio, e outras ficam paralisadas e até mesmo escandalizadas, sem saber o que fazer. Enfim, em qualquer uma destas hipóteses os prejuízos são grandes e podem aumentar caso você não tome uma atitude rápida e eficaz para solucionar a questão. A palavra de Deus possui em seu contexto uma infinidade de ensinamentos para estas ocasiões, capazes de mudar a sua forma de compreender esta situação e dar a você o combustível para ir em frente sem perder a sua santidade.
       Em Lucas 17 – “Jesus disse aos seus discípulos: ‘É inevitável que aconteçam coisas que levem o povo a tropeçar...”. De fato, como está na palavra de Deus, situações onde você se sinta chocado ou até mesmo escandalizado com alguém são inevitáveis. Em algum momento de sua vida haverá momentos onde estas coisas vão acontecer e é preciso estar preparado para elas. Neste sentido Lucas 17 não deixa o cristão desamparado ao dizer – “...mas ai da pessoa por meio de quem acontecem”. O texto informa sobre um resultado na vida das pessoas que trazem o escândalo e a dificuldade para a vida dos outros.

Mas e quanto a sua vida?
Como evitar os resultados?

       Salmo 118 mostra a você um caminho a ser seguido ao dizer – “Dêem graças ao Senhor porque ele é bom; o seu amor dura para sempre!” Que Israel diga: “O seu amor dura para sempre! Os sacerdotes digam “O seu amor dura para sempre!” 4Os que temem o Senhor digam: “O seu amor dura para sempre!”. Dar graças ao Senhor em tudo é uma das formas de gerar energia positiva capaz de vencer os resultados causados por uma eventual traição em sua vida. 
Dar graças ao Senhor também abre portas especiais para capacitar você em outra área muito especial sem a qual não se pode sobreviver dentro da visão cristã: O PERDÃO e a 
Mesmo sendo as palavras bem diferentes as duas estão totalmente ligadas: Sem fé é impossível perdoar e sem perdoar é impossível ter fé. No mesmo texto em Lucas 17 o Senhor disse – “3 Se o teu irmão pecar, repreenda-o e, se ele se arrepender, perdoe-lhe. 4  Se pecar contra você se vezes no dia, e sete vezes voltar a você e disser: Estou arrependido, perdoe-lhe”. – Após dizer estas palavras – “Os apóstolos disseram ao Senhor:Aumenta a nossa fé!”. De certa forma sempre que você se escandaliza ou sente-se traído por alguém o inimigo trabalha para colocar sua vida dentro dos “calabouços da alma”, verdadeiras covas de angústia de onde é difícil sair sem ajuda. É exatamente por este motivo que o texto em Salmos diz – “Na minha angústia clamei ao Senhor; e o Senhor me respondeu, dando-me ampla liberdade. O Senhor está comigo, não temerei. O que me pode fazer os homens?”.

       Nestes momentos de angústia gerados por meio destas situações é preciso tomar três atitudes básicas: 

PRIMEIRO – CLAMAR! – Foi como fez o profeta Jonas no capítulo 2 versículo 2 do seu livro – “Em meu desespero clamei ao Senhor e ele me respondeu. Da ventre da morte gritei por socorro, e ouviste o meu clamor.  

SEGUNDO – AUMENTAR A FÉ – Os apóstolos acompanhando Jesus entenderam não ter “força” suficiente para perdoar conforme o Senhor os havia instruído, então resolveram pedir mais “força” dizendo – (Lc 17.6) “Senhor, aumenta a nossa fé”. Perceba: A força do crente não está nos braços e sim na fé. Se você permitir a Deus aumentar a sua fé e aceitá-lo de todo o seu coração em sua vida também vai conseguir ir em frente e tomar a 

TERCEIRA ATITUDE – PERDOAR – Definitivamente o perdão é a prova da sua confiança em Deus e não nos homens, veja o Salmo 118 – “O Senhor está comigo, não temerei. O que me pode fazer os homens? O Senhor está comigo; ele é o meu ajudador. Verei a derrota dos meus inimigos”. Seus inimigos não são as pessoas que traíram você ou o escandalizaram em alguma área de sua vida e sim as forças espirituais envolvidas nesta situação. Elas serão derrotadas por meio do seu perdão, pois o perdão gera “ampla liberdade” para você agir de forma espiritual e não carnal, da mesma forma gera “ampla liberdade” do Espírito Santo para tratar você de forma espiritual veja – “Pois ele nos resgatou do domínio das trevas(tristeza, amargura, traição, escândalos...) e nos transportou para o Reino do seu Filho amado, em quem temos a redenção, a saber, o perdão dos pecados (Colossenses 1.13-14)”.  

“Falar de perdão é falar de Deus, é falar da graça, é falar da capacidade de oferecer aos outros uma memória apagada, sem registros, sem mágoas e sem as tatuagens do ressentimento.      Perdoar é deixar o outro nascer de novo em nossa história, sem a memória que fizeram dele uma desagradável lembrança. Falar de perdão é falar de algo que o mundo não ensina.

         É falar de vida, de saúde, de paz e da verdadeira humanidade individual que se transforma na semelhança de Deus, pois quem não perdoa adoece e se deforma como gente. Falar de perdão é falar do sentimento essencial para se viver com o coração descoberto neste mundo de agressões e de facas afiadas. Falar de perdão é falar de Jesus na nossa vida” (Caio Fábio).

         Sobrevoando no texto II Coríntios 2:5-11 O que significa pedir perdão? Às vezes nós esbarramos em alguém e pedimos “desculpa” e a pessoa faz um aceno dizendo tudo bem e a vida prossegue.

         Mas pedir desculpa é bem diferente de pedir perdão. Quem pede perdão admite ser alguém ainda sob o controle do pecado, ainda adoecido pela raiva. Pede perdão aquele que desejou matar, aquele que desejou morrer; aquele que está doente e precisa de cura.

         Embora o cristão sempre procure andar na luz para agradar ao Senhor, também é verdade que há anseios sombrios dentro de nós que pedem satisfação, coisas que não ousamos falar em público.

         Assim mesmo os que procuram ser bonzinhos e equilibrados, podem manifestar sua maldade e desequilíbrio vez por outra. Uma palavra cortante ou uma agressão física podem ser tão traumatizantes que causam seqüelas de longa duração.

         Pedir perdão depois de agir assim, significa admitir que há algo errado, algo que precisa de conserto, uma admissão de que não somos o que gostaríamos de ser. Por isso não há lugar para a falta de perdão em uma comunidade cristã, porque sem ele estas feridas continuarão abertas.

         Todos nós devemos admitir que estamos sendo transformados à imagem de Cristo (Ef 4:24), mas que a obra ainda não está completa, e que até lá devemos admitir nossa fraqueza, renovar a esperança e nos perdoarmos mutuamente.

         Todos nós cometemos erros, podem ser erros involuntários, mas boa parte deles é fruto da insegurança, orgulho, inveja, sentimento de superioridade etc...

         Todos esses frutos negativos surgem da falta de amor.

         Fazemos vítimas com o nosso comportamento e somos vítimas do comportamento dos outros. Por isso precisamos de perdão mútuo. Sem perdão a comunidade cristã se esfacela debaixo do peso dos frutos da carne.

         A comunidade a qual falta perdão é uma comunidade fraca. Quando Paulo menciona o perdão necessário para a comunidade de Corinto, afirma que por amor ele perdoa qualquer pessoa que a comunidade perdoar (II Co 2:10,11).

         Ele faz isso para que Satanás não ganhe vantagem sobre nós, pois seremos uma corrente forte bem ligada pelo vínculo da paz e pelo perfeito amor. Se estivermos conscientes disso também estaremos preparados para evitar as maquinações do inimigo.

         Já uma comunidade forte é aquela que sabe precisar do perdão mútuo, para que a falta dele não corroa os elos das correntes, enfraquecendo-a.

         É quando admitimos nossas falhas e fraquezas é que nos tornamos fortes, pois o perdão mútuo estreita os vínculos de amor e tira do inimigo qualquer vantagem que tenha sobre nós.

         Leia atentamente II Co 2:7 e veja que existe uma punição para aquele que traz tristeza para Iluminando a pista... a comunidade. Perdão é coisa séria.

         Pede perdão aquele que sabe ter se comportado de acordo com a sua natureza pecaminosa.

         Quando o perdão se faz necessário, a tristeza gerada pelo pecado cometido já está presente.

          O pecado deve ser “confrontado”, pois o perdão precisa ser específico.

         Quando Paulo diz que “a punição pela maioria é suficiente”. Até esse ponto a correção é saudável e visa restaurar o indivíduo faltoso e a comunidade.

         Mas Paulo alerta que a correção não pode se arrastar por mais tempo que o necessário, sob pena de esmagar o irmão perdoado sob o peso da culpa que lhe é imposto. A tristeza excessiva surge quando a correção não é seguida pelo acolhimento.

         É manter a punição sem conceder o alívio proporcionado pelo perdão.

          Não é assim que Deus age. Quando a igreja corrige o faltoso está em sintonia com o ensino bíblico.

         Mas quando se apega demais à correção, esquece-se que o objetivo é sempre a restauração dos relacionamentos com Deus e com o próximo.

         É o mesmo que “jogar na cara” repetidamente o pecado cometido por uma pessoa que já se arrependeu. Nesse ponto a medida exagerada da correção envenena a alma do faltoso, causa-lhe tristeza excessiva e se desvia do ensino bíblico. O passado não é apagado- perdoar não é esquecer.

         O pecado cometido no passado permanece na memória, mas não exerce mais influência negativa sobre o presente. Assim neste contexto, perdão significa não permitir que o passado defina o presente. O pecado que separou irmãos perde seu poder e os relacionamentos podem então ser restaurados. Punição sem acolhimento é sinal de falta de perdão. O perdão que Deus nos concede precisa ser espalhado por nós, uns aos outros, em qualquer comunidade. Efésios 4:3 nos faz entender que devemos ser bondosos e compassivos uns para com os outros, é preciso distribuir na comunidade, o perdão que Deus já nos concedeu.

         E em Colossenses 3:14 nos faz entender como o perdão ajuda quando precisamos a lidar com as queixas. Você quer perdoar? Então decida, pois perdão é uma decisão; perdão é você liberar – Aterrissando na Palavra soltar alguém de dentro de você. Se você diz que perdoou apenas porque aceitou o culpado, mas lembra a ele de seu erro sempre que ele erra, então, você não o perdoou, apenas o seqüestrou a você.

         O perdão não tira a nossa memória dos fatos, mas tira a emoção deles, e, além disso, mata o fato/passado como argumento para a vida contra a pessoa. Ninguém é obrigado a ficar com ninguém mesmo depois de perdoar o ofensor. Aliás, até para que duas pessoas se separem é essencial que se perdoem.

         No entanto, se decidem continuar perdoadamente juntos, então, que o tema da ofensa não volte nunca mais. Cada ofensa é uma ofensa. Quem perdoa lida com cada uma, não com o montante das ofensas, pois, se a cada nova ofensa tudo voltar..., é porque perdão nunca houve. Jesus mandou perdoar até 70 x 7 o mesmo individuo em um só dia.

         Mas a cada perdão não se deve trazer a multidão dos outros para o encontro com a verdade. Ou, então, melhor é não dizer que se perdoou. O grande desafio do perdão é desistir da ofensa do outro como direito nosso contra ele!

         Quem perdoa não perde a memória, mas desiste do direito de acusar ou de reter a memória como raiva ou crédito. Por isto o perdão é um ato de fé e não de emoção, pois pela emoção ninguém perdoa ninguém. Somente pela fé que antes olha para o próprio perdão que se recebe de Deus todos os dias, é que alguém pode praticar o perdão como decisão de graça e como privilégio. Mas enquanto perdoar é um fardo e uma obrigação, todo perdão será apenas sacrifício. Perdão é vida quando se torna privilégio em fé! O perdão do homem para o homem deve ser repetição do perdão de Deus aos homens.

         Os homens perdoados por Deus são eternamente devedores de perdão ao próximo. Só entenderemos o impacto positivo do perdão quando entendermos que o perdão de Deus está vinculado ao perdão que entendemos ao nosso próximo. Pois o mandamento principal é amar a Deus e ao nosso próximo como amamos a nós mesmos. Amamos a Deus, amando o nosso próximo.

         Pondo os Pés nos chão...

1- Tente explicar para si mesmo e para o grupo porque o perdão é tão necessário em uma comunidade cristã?

2- Você já viu uma comunidade ser enfraquecida por falta de perdão mútuo? E quais são as maquinações de Satanás que dão a ele vantagem sobre nós?

3- O que aconteceria em nossa comunidade se estivéssemos sempre dispostos a perdoar os irmãos que nos prejudicaram?

4- Como você descreveria a alegria de ter sido perdoado? Você tem algum caso de relacionamento restabelecido por causa do perdão mútuo? Compartilhe conosco.

5- Você acha que poderia pedir perdão a Deus sem perdoar aqueles que o prejudicaram?

Ore, reflita e faça uma lista das pessoas que precisam do seu perdão. E depois decida a tomar uma posição.

 

O Perdão Honra á Deus!

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